Há muito tempo estou querendo postar sobre uma coisa que tenho pensado muito. Escrevi o post umas quinhentas vezes mas deletei. Hoje, depois de lavar o cabelo, escorregar na banheira e ter dormido a tarde todinha (que vida difícil essa minha!), decidi escrever sem apagar. Abri meu e-mail e na minha caixa de spam tinha uma atualização do meu Facebook. Uma amiga nordestina minha daqui postou um trecho de Martha Medeiros que me fez parar e pensar (Obrigada Manu!):
"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Começam do zero inúmeras vezes. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida. Para os rotuladores de plantão, um bando de inconsequentes." (Martha Medeiros)
Esse texto me fez entender o quanto eu estava acomodada e não percebia: Tinha um emprego razoável, fazia meu curso de fotografia e estudava pra passar no vestibular. E era isso. Morria de inveja dos meus amigos que já dirigiam, estavam quase se formando. Nada contra. Mas eu não sou assim. Eu queria fazer essas coisas porque todo mundo estava fazendo e ponto. Quando decidi vir pra Holanda, imaginava que ia ser um ano doloroso ao invés de um ano de auto-descoberta. E está sendo os dois: doloroso porque descobri que não preciso de ninguém pra ser feliz. As pessoas de quem sinto saudades não me faziam felizes, ou menos felizes. Elas apenas eram pessoas com quem eu gostava de compartilhar minha felicidade. Eu descobri que não preciso de ninguém pra ser feliz: preciso de alguém pra compartilhar minha alegria. Essa história de achar a metade da laranja é a maior furada. Eu achei alguém sim. Alguém de quem eu goste tanto que me faz abrir mão da minha própria felicidade a custo de um sorriso. Mas não é ele que me completa, e eu não completo ele também. Nós já somos completos por si só. E é assim que o amor tem que ser: Duas pessoas completas podem sim se tornar um... sem dependências, sem perda de individualidade.
Dói também porque eu vejo que as pessoas ainda se preocupam com pouca coisa e deixam a vida passar... agora é hora de viver, enquanto se está vivo! As suas notas da faculdade vão continuar ruins, você vai brigar com seus pais, você ainda vai levar muitos foras... Mas aquela viagem, aquela festa, aquele fim de semana pode SIM fazer a diferença na sua vida.
Estou me auto-descobrindo porque entendo muito mais das minhas atitudes, dos meus momentos de raiva, dos meus anseios... E tudo isso está relacionado a ausencia de Deus na minha vida. Ateus de plantão se acalmem: isso não é um post evangelistico. Só quero dizer o quanto tenho percebido ser válido confiar em Deus pra deixar minha ansiedade ir embora. Aqui eu vejo o cuidado dEle em cada detalhe: desde o dinheiro que eu não tenho, as minhas necessidades supridas ou as incriveis amizades que tenho feito. Por estar conhecendo mais a Deus, estou conhecendo mais o Seu caráter: aceitar o meu próximo e ama-lo da mesma maneira que eu me amo. O caráter de Deus é o amor sem condições. E amar ao próximo é uma coisa que eu só posso fazer quando me aceitar do jeito que sou: Gorda, magra, engraçada, nem tanto...
No mais digo que estou feliz: Estou aonde queria estar, ansiosa por cada dia que ainda virá e por aprender mais sobre mim mesma, transformando-me numa pessoa interessante pra uns e inconsequente pra outros.
Estou com saudades de vocês!
Bom saber que eu ajudei mesmo indiretamente, Anna.
ResponderExcluirEssa vida de au pair tem um lado muito difícil, mesmo; as pessoas de fora não conseguiriam entender o quanto. Dói muito às vezes e a gente se sente muito sozinha. Mas na minha opiniao, o lado bom compensa e muito, é uma experiência de auto-conhecimento e amadurecimento incrível.
É fato, não é pra qualquer um, tem gente que não aguenta o tranco, gente que não cresce tanto, pelo simples fato de não saber viver, acredito eu. E eu te conheco só um pouco ainda, mas o suficiente pra saber que você não é dessas.
A gente tem essa Holanda e essa Europa inteirinhas pra ensinar muita coisa pra gente ainda. No final de um ano seremos pessoas no mínimo diferentes!
Beijoca! :)
Oi Anna! Que legal ver teus posts aqui! Nossa, fico bem feliz de ver q vc tbem tem descoberto novas coisas em Deus... isso é mto massa! É um ano de novidades e como vc mesma disse, a gente se conhece mais, a gente ve Deus mais nas pequenas coisas. Isso é maravilhoso! Que Deus te abencoe mttto e q venham tempos de GRANDES COISAS DO SENHOR sobra tua vida tbem nesse 1 ano. Ah, e nao posso deixar de dizer q vc escreve mto bem! Tem umas frases lindas q vc escreve! de verdade..haha =D
ResponderExcluirbjos
UAU, perfeito Anna!
ResponderExcluirEsses posts me lembram algumas conversas nossas no msn, tipo, demais mesmo!
Muito bom ler tudo, principalmente do relacionamento com Deus. Isso anima haha
Droga, eu quero me tornar interessante, mas ainda tem alguma coisa me impedindo. Medo, talvez indecisão, não sei! :X
Teu texto fez eu pensar agora! haha
Saudadess!
E continua com o blog, to curtindo! =P
Beijoo