Lembro de alguns anos atrás, quando não-lembro-quem fez uma comunidade pra mim: Anna, a estranha. Lembro que fiquei meio chateada a princípio mas depois me senti quase especial. Acho que essa tal comunidade teve uma duração razoável de uns 3 anos e depois foi deletada. Pensei com meus botões: "Veja só, devo ter virado uma pessoa normal". Uns dias atrás a Laura (que vale lembrar não é lá tão normal assim) escreveu no blog dela a notoriedade da minha estranheza. E nos dias que vem passando, eu tenho sentido que pareço mais estranha pras pessoas. O mais engraçado disso tudo é que tenho sido estranha justo no país das pessoas estranhas. Sim, aqui ninguém liga de levar lanchinho no potinho porque vai parecer pobre. As pessoas não se importam, ou pelo menos não ficam te olhando, porque você se veste estranho ou se você coloca uma sacola de mercado na cabeça quando tá chovendo...
Acho que sou estranha porque me importo com coisa idiota. Um exemplo disso é que chorei no ônibus esses dias. Estava eu, domingo de manhã, pegando ônibus pra voltar pra casa depois do culto e do curso que estava fazendo na igreja, e eis que o motorista avisa no microfone pras crianças que estavam fazendo A ZONA no fundo do onibus que ele ia... cantar uma músiquinha pra elas. As crianças sentaram e ouviram a musica e bateram palmas. Eu achei tão bonito aquilo, não sei porque... e comecei a chorar. Não sei se é a Holanda que me deixa assim ou se é porque tenho passado muito tempo sozinha ou se é a tpm que anda me seguindo... mas sim, eu estou estranha, eu SOU estranha e quer saber? Tenho orgulho disso.
Eu choro all the time por coisas assim, sério.
ResponderExcluirSe você é estranha estamos nessa estranheza juntas, tal estranheza que pra mim é uma virtude.
Sensibilidade é uma coisa que falta, que bom que você a possui.